quinta-feira, 6 de junho de 2013

10 - Baudolino

10 - Umberto Eco; Baudolino; Bestbolso-Record; 2007(1963); 602 páginas – Período de leitura: 06/06/13 - 06/07/13

Comentário:
Sou sempre reticente em falar que estou lendo um romance... algumas pessoas um tanto desligadas as vezes me perguntam: “Como assim romance? Um homem e uma mulher?” (???...)

Romance é um estilo literário, é ficção, nada mais do que gênero narrativo e composição em prosa. O que se conhece por livro, (excetuando-se os didáticos), é romance, a mesma falácia se dá quando falo em novela... Enfim, faltam-me palavras para descrever a complexidade, plenitude e a vastidão que representa este “romance” de Umberto Eco – talvez o espanto tenha a ver com o grande conhecimento cultural e intelectual de Umberto Eco, afinal ele é apenas escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional. É titular da cadeira de Semiótica (mas que diabos é isso?) e diretor da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha.


Este é um romance filosófico, histórico, medieval, cômico, de aventura e fantasia. ??? É isso mesmo, tem tudo isso neste livro, ...e muito mais! É claro, sem se tornar piegas, muito pelo contrário, a escrita é bem acessível e popular, porém, de uma erudição e criatividade sem limites. Nota-se esta profunda erudição pelo conhecimento histórico e filosófico exposto durante todo o desenrolar da história: Através da descrição detalhada da época das cruzadas e das intrigas palacianas; dos cismas da igreja romana bem como das correntes de pensamento da igreja primitiva. Conhecimentos estes, amplamente amparados pelo conhecimento de livros raros e antigos sobre o movimento gnóstico através de palavras como éons, pleroma, Sofia – que por sinal foram todas suprimidas da bíblia. 


Movimento Gnóstico – corrente de pensamento religioso e filosófico, multifacetado e difuso que era caracterizado por clamarem, por buscarem supremamente algum tipo de conhecimento secreto, (Gnose), sobre as naturezas do universo e da existência humana. 


Nota-se aqui e acolá muitas referencias a cultura hermética – Hermes Trismegisto, também um movimento cristão filosófico e muitas referências a culturas grego-romana. 
Hermes Trismegisto - "Hermes, o três vezes grande" é o nome dado pelos neoplatônicos, místicos e alquimistas ao deus egípcio Thoth, identificado com o deus grego Hermes e o romano Mercúrio. Ambos eram os deuses da escrita e da magia nas respectivas culturas. 


Mas isso não era um romance? Sim,... Baudolino, nosso protagonista tem como principal virtude ser um mentiroso, lembra-me Dom Quixote de Cervantes pelo seu humor eloquente e seu caráter virtuoso. Sua historia começa entre intrigas palacianas e guerras provincianas passando para uma aventura épica pulando para narrativa fantástica no mais puro estilo quixotesco – temos até um romance, este sim, entre um homem e uma mulher, (bem... não é bem uma mulher, mas... serve...). Desta forma tudo caminha para um final onde tudo se redime de forma maravilhosa.
Semiótica - é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação ou seja quando o que importa não é a palavra e sim seu significado.


Sinopse da editora:
"Entre monstros que habitam o inconsciente da Idade Média, este livro de Umberto Eco combina diferentes modos de narrativa: o romance de aventuras, o conto fantástico, a história de mistério. Uma homenagem do autor ao santo protetor de sua cidade natal, Alexandria, protagonizada por Baudolino, adolescente, mentiroso e criativo que conquista o imperador Frederico Barba Ruiva e Nicetas Coniates, personagem inspirado em um historiador e orador que viveu em Constantinopla. Eco embaralha os seus personagens inventados e produz o mais recorrente efeito de seu texto: interferir em acontecimentos históricos conhecidos por meio de atos ou circunstâncias vividas pelos personagens fictícios. O resultado é imperdível: temperado por inúmeras situações cômicas, eis aqui uma narrativa divertida e acessível, tanto para quem busca a erudição de Umberto Eco como para quem apenas quer ler uma boa aventura. Uma celebração à força do mito e da utopia.

“Eco deixa seu virtuosismo correr livre, apoiado numa imaginação aparentemente ilimitada.” - O Estado de S.Paulo

“Baudolino é uma ótima aventura na Idade Média.” - Isto É

quarta-feira, 5 de junho de 2013

09 - Miragem Polar


09 - Scoot Cookman; Miragem Polar; Editora Gryphus; 2001(1952); 285 páginas – Período de leitura: 29/06/13 - 05//06/13
Comentário:
Livros assim..., leio num só folego!, ...e se possuíssem mais um milhão de páginas, ainda estaria lendo com prazer. Livros sobre conquista e aventura dramática, mostram á que extremos pode chegar á aventura humana. Casos como a fatal decepção de Scott ao chegar ao Polo Sul e descobrir que um mês antes Amundsen já esteve lá, e na sua morte e a de quatro de seus bravos companheiros devido a um frio extremo, escoriações, fome “e decepção” no caminho de volta. Casos como a bem sucedida e experiente vitória do Norueguês sobre a Inglaterra de Scott, o imprevisível Amundsen, - era para ele ter ido para o ártico conquistar o Polo Norte, no entanto,os seus rivais norte-americanos, Frederick Cook e Robert Peary, anunciaram, cada um deles, terem chegado ao Polo Norte, e assim, ele decidiu vir para a Antártica conquistar o Polo Sul. Ou como da épica e homérica expedição de Shackleton que bem poderia muito bem fazer parte de mais um dos capítulos das aventuras de Odisseu. Que ao tentar fazer a travessia da Antártica a pé, teve seu navio tragado pelo gelo. Shackleton e mais 27 homens ficaram vagando durante meses pelo gelo até decidirem se lançar ao mar para buscar ajuda, em um pequeno barco, num dos mares mais torrenciais do mundo (Shackleton e mais em cinco homens – 72 horas sem dormir). Quando chegaram ao objetivo, uma pequena ilha, descobriram estar no lado oposto da mesma, Shackleton e mais dois companheiros, decidiram então fazer mais uma derradeira epopeia, atravessar gigantescas montanhas cobertas de neve até a estação baleeira de Stromness. Todos os 28 homens foram resgados e salvos. 


Enfim, casos como da Expedição Franklin, objetivo deste comentário, comandada pelo mais azarado dos comandantes o Capitão Sir John Franklin, que rumou para o Ártico com o objetivo de atravessar à única passagem ainda desconhecida, a Passagem Noroeste, a rota marítima que contorna a América do Norte, ligando os oceanos Atlântico ao Pacifico. Franklin não só não conseguiu cumprir seu objetivo como nunca mais voltou para a Inglaterra, todos os membros da expedição morreram, 128 homens. Isso sem contar a perda de dois dos navios mais bem equipados da Europa, pra não dizer do mundo, o Erebus e Terror, que ficaram encalhados no gelo e foram abandonados. 


Pode parecer depreciativo meu comentário e é verdade que Franklin vem a décadas sendo julgado, injustiçado e criticado devido ao fracasso da expedição e, ao que se sabe hoje, casos de canibalismo, porém minha ideia é apenas resultado da opinião geral sobre Franklin ou sobre a arrogância racial e tecnológica da Inglaterra. Na opinião do escritor os ingleses consideravam-se superiores aos Inuítes, mas não sabiam caçar focas nem fazer um iglu.  O Erebus e Terror eram os mais bem equipados navios para exploração da época, tinham o casco reforçado com placas aço e motores á vapor, tripulados por 128 homens; Amundsen fez esta mesma travessia posteriormente com um veleiro de casco de madeira, o Gjøa, com uma tripulação de apenas seis homens, (sim é o mesmo que saiu vitorioso na corrida contra Scott, alcançando o Polo Sul).



Sinopse da editora:

"Duas embarcações ultramodernas para seu tempo. 129 homens escolhidos a dedo. Um comandante que sobreviveu a três viagens árticas anteriores. Desaparecidos sem sinal de vida. O que aconteceu? Por um século e meio a pergunta sobre o que aconteceu com a expedição Franklin - o pior desastre nos anais das viagens polares - permaneceu um mistério. Agora, baseado em pesquisa realizada no Almirantado Britânico, o autor Scott Cookman recria a saga completa da malsucedida expedição e chega a uma conclusão aterradora para um dos mais longos enigma da história das explorações humanas."

quinta-feira, 23 de maio de 2013

08 - Porcos com asas - diário sexo-político de dois adolescentes



08 - Marco L. Radice e Lidia Ravera; Porcos com asas - Diário Sexo-Político de Dois Adolescentes; Editora Brasiliense; 1981; 175 páginas – Período de leitura: 15/05/13 - 29/05/13
Comentário: 

Porcos com asas é uma divertida brincadeira literária envolvendo sexo, conflitos e muita sacanagem. O livro que tenho em mãos é uma cópia surrada, envelhecida e rançosa, já com as folhas caindo, se soltando, e me chegou às mãos através de um amigo que nada tem a ver com este livro – meu amigo é tímido e a história irreverente. (tive que colar as folhas para poder ler). Porcos com asas conta a história, na forma de diário, de ou entre dois adolescentes, um rapaz chamado Rocco e uma garota que se chama Antônia. Este é um livro sobre conflitos, pois os mostra nas suas mais variadas formas: conflitos entre gerações, entre sexo, entre irmãos e também conflitos pessoais e levemente existenciais. Porém de conflitos políticos traz muito pouco, apesar de constar no título: diário sexo-politico..., tudo é descrito de forma bastante ingênua, por outro lado traz muita sacanagem, bem no estilo brasileiro da chanchada. Este livro também soa meio transgressivo para a época em que foi lançado, (começo dos 80), e para o publico alvo da coleção: jovens. Penso eu que se tivesse um pouquinho a mais de política a censura cairia em cima e ele não seria lançado, afinal estávamos saindo de uma ditadura...

Sinopse da editora:
"Uma crítica mordaz à moral sexual e às estruturas político-partidárias de nossos dias. (final dos 70, começo dos 80). Sobre este livro declarou um dos autores: "Em suma, o livro quer eliminar de uma vez por todas o complexo de culpa. Se o faz é um livro bem sucedido, se não, não!""



sexta-feira, 3 de maio de 2013

07 - Alfred Hitchcock e os bastidores de psicose


07 - Stephen Rebello; Alfred Hitchcock e os bastidores de psicose; Editora Intrínseca; 1990-2013; 250 páginas – Período de leitura: 02/05/13 - 15/05/13


Comentário:
Este é um livro sobre os bastidores da gravação de um filme que se originou de um livro “B”, que por sua vez foi baseado em fatos reais, na história de Ed Gein, um dos mais terríveis assassinos em série que o Estados Unidos já conheceu, e por sinal o livro em questão também virou filme, com Sir Anthony Hopkins interpretando Hitchcock. 
O FATO: 
“Ed Gein, (1906 - 1984), foi um homicida (foi culpado pela morte de apenas duas pessoas, desta maneira tecnicamente não se encaixa na definição de serial killer, também ladrão de lápide. Gein foi condenado pelos homicídios de duas pessoas, e suspeito no desaparecimento de outras cinco pessoas, em 1957. Os seus crimes ganharam notoriedade quando as autoridades descobriram que Gein exumava cadáveres de cemitérios locais e fazia troféus e lembranças com eles.” 
“A polícia suspeitou do envolvimento de Ed no desaparecimento de Bernice Worden, em 16 de Novembro de 1957. Entraram na propriedade de Ed à noite e descobriram o cadáver de Worden. Tinha sido decapitada, o seu corpo estava suspenso de pernas para o ar, os seus tornozelos estavam presos a uma viga. O seu tronco estava vazio, as suas costelas estavam separadas, tal como um veado. Estas mutilações ocorreram depois da sua morte, causada por vários tiros.” - wikipedia.
Durante a investida a casa de Ed, á noite, munida de lanternas, a polícia estarrecida encontrou: Duas tíbias. Dois pares de lábios humanos pendurados num cordão. Alguns narizes em cima da mesa da cozinha. Uma bolsa e braceletes feitos de pela humana. Quatro cadeiras estofadas com carne. Uma fileira bem ordenada de dez crânios. Um tambor feito a partir de um latão com pele humana como couro. Uma vasilha de sopa que era metade de um crânio invertida. As peles descarnadas de quatro rostos de mulheres, com ruge e maquiagem, presas com tachinhas na parede à altura dos olhos. Cinco rostos guardados em sacos plásticos. Dez cabeças de mulher, com a parte acima da sobrancelha cortada fora. Um par de calças feitas de pele humana e um colete incluindo mamas, arrancadas. Na cozinha foi encontrado um coração humano dentro de uma panela. Na geladeira, o congelador estava abastecido de órgãos humanos cuidadosamente embalados.
Alguém se lembrou do Silencio dos inocentes, ou Massacre da serra elétrica, ou é claro do filme em questão Psicose? É que este terrível e demente “psicopata” serial killer serviu de inspiração para todos estes excelentes filmes e para muitos outros.
Por mais ridiculamente engraçado que possa parecer Ed Gein transformou-se em um cultuado símbolo americano, estampando tatuagens, movimentando “romarias” até o que sobrou de sua incendiada casa e até uma fantasiosa candidatura presidência dos EUA. 
O LIVRO:  
Sabendo disso, um escritor um tanto despretensioso chamado Robert Bloch, numa espécie de vislumbre da alma humana e de si mesmo, através das escassas matérias sobre o caso Gein resolveu escrever um novo romance sombrio que ser querer acabaria explorando o âmago das trevas particularmente americanas. Robert Bloch resolveu que o assassino seria um gerente de hotel, pois assim teria acesso a desconhecidos. Seguindo seu interesse pela psicologia e anormalidade, Bloch começou a desenvolver motivações plausíveis para seu bizarro personagem principal. “Pensei: e se ele cometesse estes crimes num surto amnésico, sobre o controle de outra personalidade?” Em 1950 as teorias de Freud estavam eram muito populares, foi então que ocorreu a Bloch o complexo de Édipo. Ao usar taxidermia como elemento da trama ele traz a cena questões desagradáveis e bizarras e note-se não chega nem perto da crueldade do caso real. Depois temos uma heroína mais ou menos simpática que morre de forma trágica e indefesa no chuveiro logo no começo da historia, etc.
A primeira edição de dez mil cópias teve boas vendas, porém para os entendidos do gênero literatura mainstream, psicose era visto com certo desprezo. Até que em abril de 59 um agente da MCA fez uma oferta anônima de 7500 dólares pelos direitos de filmagem. E é claro Bloch vendeu os direitos, mas o que ele nem sequer imaginava era que o comprador era ninguém menos de Alfred Hitchcoock. E como se já não bastasse Bloch ainda recebeu outro golpe, descobriu que seu contrato não incluía participação nos lucros. 
PSICOSE O FILME:
Quando Hitchcock comprou os direitos sobre Psicose, ele já era famoso, estava com 59 anos e já tinha feito todos os filmes que o tornara conhecido quase uma lenda, 46 longas-metragens e uma bem sucedida carreira na TV, e... procurava algo diferente, mas porque Psicose? Pensavam seus investidores - “uma desesperadora história de vidas exauridas em escritórios furrecas, motéis caindo aos pedaços e uma casa decrépita.” 
A Paramount não custeou o filme e Hitchcock teve que tirar do próprio bolso todo o dinheiro para produção do filme. Arregimentou nada menos que Anthony Perkins, de O Processo para interpretar Norman Bates personagem controverso do livro (Ed Glein), e Janet Leigh, de a marca da maldade, ambos filmes de Orson Welles, para interpretar a nossa heroína. Comete um crime quem negligenciar Psicose, este filme casou um impacto tão grande que nunca mais conseguiu se recuperar, viveu correndo atrás de um novo Psicose e morreu à sua sombra. E sem falar da antológica, clássica e assustadora cena de assassinato no chuveiro acompanhada de uma trilha sonora que mexe com nossos nervos que, por sinal, continua a assustando e arrancando gritinhos e calafrios. Imaginem o que não causava na época de lançamento do filme onde tudo era proibido e a censura católica tinha muita força. 
ALFRED HITCHCOCK E OS BASTIDORES DE PSICOSE O LIVRO: 
Foi então que em 1986, Stephen Rebello, escritor e roteirista, sabendo do legado de Hitchcock começou uma profunda e detalhada pesquisa sobre estas histórias, entrelaçamentos, comparações e analogias que resultou na publicação deste livro em 1990, razão deste longo comentário (nos meus padrões, é claro).
Mas a histórias não para por ai, 22 anos depois o livro de Stephen Rebello, Alfred e os bastidores de psicose ressurge do nada é re-editado, relançado e vira filme. 
HITCHCOCK O FILME: 
De todos os filmes citados aqui, este (o citado acima), foi o único que não assisti, até porque não gosto de ver um filme e depois ler o livro, não tem muito sentido. E é muito mais proveitoso o contrário. Hitchcock é um filme dirigido por Sacha Gervasi e baseado no livro de Stephen Rebello, é claro. Com um grandioso elenco que por si só já merece ser visto como: Anthony Hopkins e Helen Mirren. Hitchcock o filme, é focado na relação de Hitchcock e sua esposa, Alma, que sempre estava ao seu lado e tinha forte influência ao resultado dos projetos de seu marido. 
Sinopse da editora:
"Psicose, de 1960, entrou para a história do cinema como uma das obras mais importantes do mestre do suspense Alfred Hitchcock. Neste livro, Stephen Rebello revela todos os detalhes da criação do filme que viria a influenciar gerações de cineastas e que mantém seu fascínio sobre as plateias mesmo depois de quarenta anos. A reconstituição dos bastidores da produção foi possível graças a uma extensa pesquisa que incluiu os arquivos pessoais de Hitchcock e uma série de entrevistas com os profissionais envolvidos nas filmagens, desde astros como Anthony Perkins e Janet Leigh a roteiristas e integrantes da equipe técnica.
Em seu relato, Rebello expõe os antecedentes da história que chegou às telas. Crimes sanguinolentos da vida real inspiraram um romance de suspense de autoria de Robert Bloch. Atraído pelos aspectos inusitados da obra, Hitchcock adquiriu os direitos de filmagem. No entanto, seu entusiasmo não conseguiu contagiar os executivos da Paramount, estúdio do diretor na época. Obstinado por sua visão artística, Hitchcock decidiu bancar pessoalmente os custos da produção, atraindo estrelas famosas por uma fração do cachê habitual. Rebello narra como foi a gênese de um dos marcos do cinema e todo o processo de criação. Seu livro, por sua vez, serviu de inspiração para o filme Hitchcock, de Sacha Gervasi, estrelado por Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Toni Collette, entre outros."
Anthony Perkins, astro de Psicose "Meticulosamente pesquisado e irresistível... É uma leitura obrigatória não apenas para os fãs de Psicose como também para qualquer um que se interesse pelos bastidores da criação de um filme."
Richard Schickel, crítico da revista Time "Um dos melhores relatos já produzidos sobre a criação de uma obra cinematográfica."
Washington Post "Rebello conversou com praticamente todos os participantes da filmagem. O resultado é um livro com informações para os cineastas e que encantará os fãs de Psicose."
Gus Van Sant, cineasta "Essencial... Aprendi muita coisa com a leitura desse livro."
New York Times “Ao acompanhar de perto o processo criativo de Hitchcock quando dirigiu o mais audacioso thriller do cinema, o livro ajuda o leitor a compreender melhor o impacto original provocado pelo filme.”







sábado, 20 de abril de 2013

06 - Crônicas marcianas


06 - Ray Bradbury; Crônicas marcianas; Editora Globo; 2007; 304 páginas – Período de leitura: 20/04/13 - 02/05/13 

Comentario:
         Este é mais um dos livros que me propus a reler por este simples motivo: 

      Alguns livros não nos saem da cabeça, de forma que volta e meia lembramos de algumas cenas como uma espécie de lembrança visual, na verdade muitas destas vezes não sabemos ao certo de onde vem esta lembrança. Este com certeza é um destes raros livros, é apaixonante! Prefeito! ...e digo com razão que, rele-lo foi (e sempre será) uma das mais prazerosas, interessantes e introspectivas experiências que tive o privilegio de experimentar. Quer seja pelo seu humor esperançoso quer pelo suspense progressivo, terrivelmente assustador e celerado, quer pela sua prosa aprazível, detalhada, introspectiva e poética. Mais precisamente, ler “As crônicas marcianas” é uma viagem de autoconhecimento. 

          

         “As crônicas marcianas” é um conjunto de pequenos contos (crônicas) de ficção científica escrito por Ray Bradbury em diferentes épocas e publicados em semanários a partir de 1940. Estes contos foram compilados em um único livro digamos... de forma perfeita! Principalmente no que se refere às amarrações ou os entrelaçamentos entre os contos. 
      
        O tema recorrente é a invasão de marte por parte dos terráqueos - e não o contrário - através de expedições exploratórias do decorrer de algumas décadas. Gerando com isso conflitos com desfecho humanamente terrível e catastrófico. 
         
          O primeiro conto se passa em 1999 chama-se o verão do foguete, já o último acontece em 2026, o piquenique de um milhão de anos, é importante ressaltar que este livro foi escrito na década de 40.
Sinopse da editora:
"Publicadas originalmente em revistas de pulp fiction, no final dos anos 1950, nos Estados Unidos, As crônicas marcianas foram reunidas num livro por seu autor, no início dos anos 1960, e interligadas por pequenas costuras narrativas. As crônicas acabaram formando emocionante panorama imaginário da chegada do homem a Marte e da colonização do planeta pela espécie humana. Livro que pode ser visto como um romance fragmentado ou uma seqüência conceitual de contos."







quinta-feira, 4 de abril de 2013

05 - Como é



05 - Samuel Beckett; Como é; Editora Iluminuras; 2002; 188 páginas – Período de leitura: 03/04/13 - 20/04/13

Comentário:
Bom,... eu já tinha lido algo parecido com este “como é” de Samuel Beckett, estou me referindo a um conto “Um mês em Dachau” do russo Vladímir Sorókin. - Relata a historia de um cidadão russo que é torturado pela Gestapo – é feérico e violento - e narra suas experiências de forma entrecortada, entre lapsos e totalmente desprovida de sentimentos de dignidade.

MAS NADA! Nada me preparou para ler este livro. ...lembra Kafka no fato de fazer o leitor sentir-se perdido, porém Kafka é sutil, muito sutil se comparado a Samuel Beckett, seu livro “como é“ não tem coesão e coerência, é como estar ferido e procurando uma saída em meio a escombros em uma cidade devastada pela guerra. O texto é apresentado por uma seqüência de trechos separados por espaços em branco – se por uma razão qualquer eu retornar a ler um destes trechos – tinha uma concepção diferente a cada relida e era como se eu lesse pela primeira vez, é uma forma de leitura que não se fixa na mente – impossível cair no confortável e dizer: “agora estou entendendo” ou “agora peguei o jeito”. – experiência estranha, baseada apenas na interpretação pessoal. Um vislumbre, uma ideia, sonhos e lembranças.

“Como é” é a anti-poesia e também a anti-prosa, o próprio narrador perde o controle narrativo. “como é” é carregado de escatologia e sarcasmo, é também bizarro e sadomasoquista. Mas uma pequena frase, ou melhor duas, que representam bem a experiência de ter lido “como é” retiro do próprio livro: “como saber” ou “algo errado ai”

Sinopse da editora:
"Escrito originalmente em francês, em 1961, esse livro leva a extremos a desestabilização dos elementos estruturais do romance. A instabilidade introduzida nessa obra manifesta uma crítica à busca de controle e poder da parte do escritor.

Romance que não tem nada de romanesco, drama apocalíptico irrepresentável em mais de um sentido e fim enfático de qualquer responsabilidade de 'Eu' lírico, trata-se, enfim, de uma obra 'como (ela) é' - uma das melhores escritas no século XX e que consegue sê-lo a partir de uma rara economia narrativa e anímica, que de tanta 'falta' pode ser também quase tudo."







terça-feira, 26 de março de 2013

04 - Calvin & Haroldo - O mundo é mágico


04 - Bill Watterson; Calvin & Haroldo - O mundo é mágico; Editora Conrad; 2011; 168páginas – Período de leitura: 25/03/13 - 26/03/13 













Comentário:
Os quadrinhos falam por si... 






Sinopse da editora:
"Começando com o álbum inédito O Mundo é Mágico - As Aventuras de Calvin & Haroldo, a Conrad começa a publicação completa das histórias de Calvin e Haroldo no Brasil. Criada em 1985, a tirinha foi publicada diariamente, durante dez anos, em mais de 2.400 jornais ao redor do mundo. Os álbuns publicados por Bill Waterson, criador da dupla, venderam mais de 30 milhões de cópias. A Conrad pretende publicar dois livros por ano com as tirinhas de Calvin e Haroldo, seguindo o formato original dos álbuns, com tradução inédita - uma edição definitiva para uma obra que agrada todas as idades.
A tirinha conta a história de Calvin, um hiperativo garoto de seis anos cujo maior amigo é o tigre de pelúcia Haroldo - que ganha vida quando não existe nenhum adulto por perto. Ao lado das fantasias e brincadeiras da dupla, surgem questões sobre política, cultura, sociedade e a relação de Calvin com seus pais, colegas e professores, com a sabedoria que os tolos adultos só conseguem traduzir como ingenuidade."