sexta-feira, 16 de novembro de 2012

29 - Calvin & Haroldo - Os dias estão todos ocupados

29 - Bill Watterson; Calvin & Haroldo - Os dias estão todos ocupados; Conrad; 2012; 176 páginas – Período de leitura: 14/11 /12 - 16/11/12

Comentário: 
 Mais outra ótima influência de minha filha. Não dá para acreditar que um simples livro, composto somente de tirinhas, tenha tanta politica, filosofia e principalmente existencialismo, tudo isso misturado a um humor manifesto e irônico, digno de um garoto de seis anos sarcástico e deveras inteligente

Sinopse da editora:
"A Conrad continua a publicação completa das histórias de Calvin e Haroldo com o álbumOs dias estão todos ocupados , nono título da série que sai pela editora.

Criada em 1985, a tirinha foi publicada diariamente, durante dez anos, em mais de 2.400 jornais ao redor do mundo. Os álbuns publicados por Bill Watterson, criador da dupla, venderam mais de 30 milhões de cópias. A tirinha conta a história de Calvin, um garoto hiperativo de 6 anos cujo maior amigo é o tigre de pelúcia Haroldo - que ganha vida quando não existe nenhum adulto por perto. Ao lado das fantasias e brincadeiras da dupla, surgem questões sobre política, cultura, sociedade e a relação de Calvin com seus pais, colegas e professores, com a sabedoria que os tolos adultos só conseguem traduzir como ingenuidade. "

Bill Watterson:
"Nascido em 5 de julho de 1958 em Washington, EUA, Bill Waterson ficou famoso mundialmente como o criador da tirinha Calvin & Haroldo. Formado em Ciências Políticas, trabalhou durante seis meses como chargista político no jornal Cincinatti Post. Inspirado em Charles Schulz, começou a publicar as tirinhas de Calvin e seu inseparável tigre de pelúcia em 18 de novembro de 1985 - e parou no dia 31 de dezembro de 1995. Ganhou duas vezes o Reuben Awards, principal prêmio para cartunistas norte-americanos. Waterson também é conhecido por ser relutante no licenciamento de produtos relacionados a Calvin e Haroldo - não existem canecas nem lancheiras oficiais de Calvin, por exemplo."

28 - O retrato


28 - Nicolai Vassilievitch Gogol; O retrato; LP&M; 2012; 64 páginas – Período de leitura: 12/11 /12 - 14/11/12

Comentário: 


Este livro me assusta, não o livro a história em si, mas a coleção que a LP&M criou. Livros de 60 páginas a R$ 5,00. Não sei se isto é bom ou ruim, desejo que há de ser bom, livros a preço pra lá de populares, como este clássico de Gogol, um dos pioneiros da literatura moderna, inspiração para ninguém menos que Fiódor Dostoiévski. 
- Gógol influenciou o caminho de ambos. "Todos nós saímos do Capote de Gógol", reconheceu Dostoiévski.


Só não lê quem não quer!...

Sinopse da editora:



"Imaginativos e atemporais, os contos de Gogol permanecem atuais­ e significativos hoje como eram para os leitores de outras gerações. Suas histórias são admiradas pela perfeita combinação entre fantasia e realidade com toques de humor, aliadas ao uso de detalhes do cotidiano para extrair o “extraordinário do ordinário”.­ Esses elementos estão presentes em “O retrato”, uma soberba reflexão sobre a vida e a arte.



Renovador e vanguardista, Gogol trouxe para a literatura russa o realismo fantástico e escreveu algumas obras-primas do conto universal. Os contos “O retrato” e “O capote” são algumas das peças mais expressivas da vertiginosa obra do autor."

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

27 - Contos de horror do século XIX


27 - Alberto Manguel; Contos de horror do século XIX; Cia das Letras; 2005; 522 páginas – Período de leitura: 02/10 /12 - 11/11/12

Comentário:

É através de livros como este que, venho formulando há algum tempo um dogma um tanto estranho de que: o mal não é tão mal assim... e que podemos experimenta-lo sem medo! Na forma de arte. Um tanto estranho?... pois a sociedade – tanto a erudita quanto a de âmbito popular – tem um certo preconceito e vem negligenciado estas historias de horror e seus criadores, mestres indiscutíveis e grandiosos dotados de uma mente inventiva ao extremo, gênios do mesmo patamar de Shakespeare ou Balzac por que não? Mestres como Edgar Allan Poe, Julio Verne, Arthur Conan Doyle, Jack London, só citando aqui os mais famosos. Não é a toa que a maioria dos escritores aqui apresentados são considerados “escritores malditos” ou exclusivos para um público infanto- juvenil. 

São considerados malditos por descreverem o mal com tanta perfeição, como só uma pessoa que cultuasse as trevas poderia descrever; porque brincavam com o grotesco das superstições humanas com ar de zombaria. Enfim, porque conheciam muito bem a mente humana e o que nela se esconde. 

E não precisa ser uma pessoa supersticiosa para ficar com medo de ler esses contos de horror, é possível que até uma pessoa completamente cética gele até os ossos ao lê-los. 

Só a leitura de “a família do vurdalak” já valeu a compra deste livro. Uma história de vampiros escrita em meados do século XIX, completamente cinematográfica, um trailer de horror psicológico vai aumentando o ritmo até o limite da resistência, antes de seu clímax.


Contos

01 – A mão do macaco – W. W. Jacobs;
02 – A família do vurdalak – Aleksei Konstantinovitchi Tolstói;
03 – O cone – H. G. Wells;
04 – Os lábios – Henry St. Clair Whitehead;
05 – A última visita do cavalheiro doente – Giovanni Panini;
06 – A larva – Rubén Darío;
07 – A fera – Joseph Conrad;
08 – A mulher alta – Pedro Antonio de Alarcón;
09 – A janela vedada – Ambrose Bierce;
10 – A volta do parafuso – Henry James;
11 – O chinago – Jack London;
12 – A falsa Esther – Pierre Louÿs;
13 – A tortura pela esperança – Villiers de L’isle Adam;
14 – Frumm-flapp – Jules Verne;
15 – Melück Maria Blainville, a profetisa... – Achim Von Arnim;
16 – Morte na sala de aula – Walt Whitman;
17 – A casa de Bulemann – Theodor Storm;
18 – Halá branco – Lamed Schapiro;
19 – Esperidião – George Sand;
20 – O travesseiro de penas – Horacio Quiroga;
21 – Os fatos no caso do Sr. Valdemar – Edgar Allan Poe;
22 – Uma vendeta – Guy de Maupassant;
23 – A fava – Léon Bloy;
24 – O tarn – Hugh Walpole;
25 – A selvagem – Bram Stoker;
26 – O amigo dos espelhos – Georges Rodenbach;
27 – A aia - Eça de Queiroz;
28 – A flor vermelha – Vsévolod Mikháilovitch Gárchin;
29 – O que foi aquilo? Um mistério – Fitz-James O’brien;
30 – Bárbara, da casa de Grebe – Thomas Hardy;
31 – A casa mal-assombrada – Edith Nesbit;
32 – O cirurgião de Gaster Fell – Arthur Conan Doyle;
33 – O rapa-carniça – Robert Louis Stevenson;


 Sinopse da editora:

"Assim que a noite cai e os contornos diurnos das coisas e das pessoas começam a se confundir, começam igualmente a ceder as muralhas que todos nós erguemos contra o desconhecido. É a hora das sombras furtivas, dos ruídos suspeitos, quando basta um momento de descuido para que nossas apreensões e pesadelos ameacem ganhar presença palpável. É esse o domínio do conto de horror, que flerta com essa zona cinzenta e incerta de nossas vidas e a transforma em literatura.Nesta antologia de Contos de horror do século XIX, o escritor Alberto Manguel reuniu, especialmente para o público brasileiro, a fina flor do medo. Tão antigo quanto a civilização, o conto de horror define suas regras e chega a seu apogeu na literatura anglo-saxônica, na linhagem de escritores que vai da "gótica" Ann Radcliffe a Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft. Mas Manguel não se contenta apenas com os mestres mais conhecidos do gênero, como Henry James, Guy de Maupassant ou Robert Louis Stevenson. Convoca escritores de toda estatura e de várias línguas, do português de Eça de Queiroz ao íidiche de Lamed Schapiro.

Nesse percurso, o leitor transita por todos os ambientes e resvala em todos os motivos do conto de horror: igrejas em ruínas, subsolos pútridos, jardins ermos, prisões e campos de batalha, criaturas invisíveis, mortos-vivos, animais espantosos e espelhos encantados. Tudo isso em sua poltrona preferida, em (relativa) segurança, desfrutando ainda do último charme deste livro: novas traduções de todas as narrativas, cada uma a cargo de um nome expressivo da cultura brasileira contemporânea."

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

26 - Serraria baixo-astral - Coleção Desventuras em Série

26 - Lemony Snicket; Serraria baixo-astral - Coleção Desventuras em Série; Cia das Letras; 2007; 176 páginas – Período de leitura: 29/09/12 - 02/10 /12

Comentário: (aguardando...)

Li este livro por influência de minha filha, e a vontade que tenho é de ler a coleção inteira, (13 livros). A história é bem curtinha, porém trás uma linguagem divertidíssima. O fato desta série agradar todas as idades, apenas comprova que a linguagem usada pelo autor de Desventuras em Série é muito divertida, inteligente e instigante. ...diferente, sem ser nenhum pouco complicada.



Sinopse da editora:
"Na opinião de Lemony Snicket, "de todos os volumes que contam a vida infeliz dos órfãos Baudelaire, Serraria baixo-astral talvez seja o mais triste até agora". Alto-Astral é o nome da serraria que serve de cenário para as novas calamidades que Klaus, Violet e Sunny serão obrigados a viver. Trata-se de uma "ironia do destino", pois ali, no meio daquelas árvores derrubadas, daquelas enormes toras de madeira, o que as três crianças vão encontrar é mais uma coleção de coisas horripilantes, tais como uma gigantesca pinça mecânica, bifes do tipo sola de sapato, uma hipnotizadora e um homem com uma nuvem de fumaça no lugar da cabeça. A vida dos Baudelaire é mesmo muito diferente da vida da maioria das pessoas, "a diferença principal estando no grau de infelicidade, horror e desespero"...Diante desse quadro, algum leitor desavisado pode desconfiar: "Como é que alguém vai se divertir com um livro desses, se as personagens não param de sofrer?!". A pergunta faz sentido, mas é justamente aí que descobrimos um dos melhores segredos de Lemony Snicket, pseudônimo do americano Daniel Handler. Ele leva o exagero às raias do absurdo, faz o realismo perder feio para o mais deslavado faz-de-conta e o resultado não poderia ser outro: um jogo literário incessantemente bem-humorado.

Em 2005, Jim Carrey estrelou uma versão cinematográfica dos três primeiros livros da série, no papel de conde Olaf."

terça-feira, 11 de setembro de 2012

25 - Drácula o vampiro da noite

25 - Bram Stoker; Drácula o vampiro da noite; Martin Claret; 2002; 415 páginas – Período de leitura: 27/08/12 - 29/09/12

Comentário:

Capa ridícula para um clássico não? Pela idade da história, não do livro, deveria ter uma capa preta escrito Drácula em letras góticas...
Fora isso é clássico e não se discute. Não fosse este livro editado em 1897, não teríamos hoje esta enxurrada de livros de vampiro para adolescentes, que só fazem sucesso por plagiarem descaradamente os elementos básicos desta trama.
Elemento interessante, curioso: Drácula o pai de todos os vampiros pode transformar-se em lobo se assim desejar. Este livro é tão bem escrito que mesmo depois de assistir a tantos filmes contando essa mesa história, (Nosferatu de F. W. Murnau; Nosferatu, O Vampiro de Werner Herzog; Drácula de Bram Stoker de Francis Ford Coppola), parece ser a primeira vez que leio este clássico.

Sinopse da editora:

"O romance gótico Drácula (1897) do autor britânico Bram Stoker, narra a história do Conde Drácula, vilão morto-vivo da Transilvânia, que se tornou o típico representante do mito vampiro. Drácula é um clássico da literatura de horror."

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

24 - Fahrenheit 451

24 - Ray Bradbury; Fahrenheit 451; Editora Globo; 2009; 210 páginas – Período de leitura: 15/08/12 - 27/08/12


Comentário: 

A exemplo das outras duas distopias lidas anteriormente, (1984, de George Orwell e Admirável mundo novo de Aldous Huxley), esta de Ray Bradbury é igualmente excelente! É algo estranhamente inusitado sair do lugar comum e mergulhar nesta sociedade onde (pelo menos é o que eu gosto de pensar), eu iria realmente me dar muito mal; e em que os livros são expressamente proibidos e até caçados vasculhando-se casas e revistando-se pessoas. 

Todas as distopias aqui citadas viraram filmes, e vale muito a pena assisti-los. Porém, na minha opinião, funciona muito bem pra quem leu os livros, pois apesar dos filmes serem excelentes, faltam detalhes e explicações que induzem o leitor a ir descobrindo e desvendando gradativamente o enredo.

Sinopse da editora:
Em 1949, George Orwell lançou o livro 1984, mostrando uma sociedade oprimida por um regime absolutamente autoritário. Quatro anos depois, em 1953, Ray Bradbury revolucionou a literatura com Fahrenheit 451.
A comparação entre as duas obras é inevitável, pois ambas foram escritas após o término da Segunda Guerra Mundial. Com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, o livro de Bradbury revela apreensão de uma sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra.
A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre.
Fahrenheit 451 é dividido em três partes: A lareira e a salamandra, A peneira e a areia e O clarão resplandecente. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura.
Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.
Fahrenheit 451 tornou-se um clássico não só na literatura, mas também no cinema. Em 1966, o diretor François Truffaut adaptou o livro e lançou o filme de mesmo nome estrelado por Oskar Werner e Julie Christie. Um remake do filme deve ser lançado em breve, dirigido por Frank Darabobont e com Mel Gibson no papel principal.

Excelente filme de Truffaut de 1966







quinta-feira, 2 de agosto de 2012

23 - Admirável mundo novo


23 - Aldous Huxley; Admirável mundo novo; Editora Globo; 2009; 390 páginas – Período de leitura: 01/08/12 -15/08/12

Comentário: 
É espantoso ter conhecimento de que este livro foi escrito em 1930, parece até piada de mau gosto, ou talvez seu autor fosse uma espécie de vidente, pois este livro é profético de dar medo. Porém é mais espantoso ainda tentar compreender como a total falta de valores venha a se tornar ela própria um valor ético e moral. Isto só vem a reafirmar o pensamento niilista: nada permanecerá! E é isto que torna este livro excelente - é um dos três livros sobre distopias (utopias negativas) que me dispus a ler, junto com 1984 de George Orwell e Admirável mundo novo, de Aldous Huxley. 

Tenho refletido muito sobre o quanto nos alienamos e somos condicionados a ponto de, conscientemente, escolhermos sempre o errado em vez do certo; o ruim em vez do bom; o grotesco e de extremo mau gosto em vez do belo. E desta forma, seguimos submissos, a maior e mais comum corrente de pensamento. E como consequência, recusamos o mais saudável. Ouvimos musica banal e sem valor cultural, lemos esse lixo que o mercado nos empurra e obriga a consumir por falta de opção e saber. Assim a cada dia, nos tornamos mais pobres culturalmente, na mesma medida em vamos nos esquecendo o pouco que nos foi dado o privilegio de conhecer...



Sinopse da editora:

"Ano 634 df (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime.



Os conceitos de “pai” e “mãe” são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, Admirável mundo novo é um dos livros mais influentes do século 20."