segunda-feira, 16 de novembro de 2009

20 – A construção / Um artista da fome


20 – Franz Kafka; A construção / Um artista da fome; Cia das Letras; 1998; 115 páginas – Período de leitura: 07/11/09 – 16/11/09 


Sinopse da editora:
"As narrativas reunidas neste livro - quatro contos e uma novela - estão entre as mais fortes e originais escritas por Kafka no fim da vida. Carregadas de experiência, humor e mistério, elas chegam até nós com o brilho da meditação poética que encontrou a forma artística plena. Assim é que clássicos como O artista da fome e Josefina, a cantora, bem como Primeira dor e Uma mulher pequena, há mais de meio século participam do repertório universal do conto contemporâneo com o crédito devido às obras-primas. Complementa o volume a novela A construção, densa e sombria, considerada por muitos o verdadeiro testamento literário."

sábado, 7 de novembro de 2009

19 – Um médico rural


19 – Franz Kafka; Um médico rural; Cia das Letras; 1999; 83 páginas – Período de leitura: 06/11/09 – 07/11/09 


Sinopse da editora:
"Todas as listas que elegem os melhores escritores do século incluem Franz Kafka (O processo, A metamorfose). Elaboradas por publicações comuns ou especializadas em literatura, elas refletem uma unanimidade rara: Kafka mudou nossa concepção de linguagem literária e criou efetivamente uma perspectiva nova para encarar o mundo. O médico rural é uma das poucas coletâneas que ele publicou em vida. São catorze narrativas que variam bastante em extensão. O vínculo mais imediato entre elas é a convivência do enigma com a escrita clara e da ironia com a expressão lírica. A tradução é do crítico e professor de literatura Modesto Carone".

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

18 – O veredito / Na colônia penal


18 – Franz Kafka; O veredito / Na colônia penal; Cia das Letras; 1998; 84 páginas – Período de leitura: 05/11/09 – 06/11/09 


Sinopse da editora:
"O veredicto e Na colônia penal são duas obras-primas que nos levam ao coração da fantasia kafkiana e nos mostram até que ponto a literatura é capaz de varrer para longe toda imagem ue tenhamos de um mundo bom. Na primeira novela, um comerciante que assumiu a direção dos negócios em virtude da velhice do pai enfrenta o dilema de comunicar ou não seu noivado a um amigo que emigrou para a Rússia. Na segunda novela, Na colônia penal, um observador estrangeiro assiste aos preparativos de uma cerimônia de tortura e execução. Além dele e do próprio condenado, participam da cena apenas um soldado e o oficial encarregado de ministrar a justiça, o que será feito com o auxílio de uma máquina expressamente concebida para que cada condenado sinta na carne o peso e a especificidade da sentença que recebeu."

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

17 – Contemplação / O foguista


17 – Franz Kafka; Contemplação / O foguista; Cia das Letras; 1999; 100 páginas – Período de leitura: 03/11/09 - 04/11/09 


Sinopse da editora:
Para traduzir o título do primeiro livro publicado por Kafka, Modesto Carone preferiu a palavra contemplação (em vez demeditação ou consideração, por exemplo). A escolha evoca uma característica comum aos dezoito textos que compõem a obra: em todos eles o olhar do observador, seja ele narrador em primeira ou em terceira pessoa, concentra-se no estado em que as coisas se apresentam ao serem observadas.
Quem contempla mergulha numa espécie de presente contínuo. Ignora o passado das coisas, a história que as tornou o que são agora, neste instante. Ignora também o futuro; não projeta, não cria expectativas, não concebe planos para influir sobre o que elas são neste momento. Contemplar é um modo de observação que exclui o desejo e a necessidade de agir sobre as coisas.
Não interrogando nem o passado nem o futuro, os narradores e personagens de Contemplação tornam-se especialmente persuasivos. Movimentam-se no mundo como se fosse eterna a duração do status quo. Mesmo em textos como "Os que passam por nós correndo", "Decisões" ou "Desejo de se tornar índio", o que parece constituir-se como pensamento especulativo traduz antes uma adesão empática ao estado imediato das coisas, como se quem observa (a si mesmo ou ao que lhe é exterior) desconhecesse a passagem do tempo - e, portanto, não soubesse discriminar ou supor relações de causalidade. Já acompanhamos aqui uma das linhas de força da literatura kafkiana: a "naturalização do absurdo", para usar a expressão de Modesto Carone.
Em O foguista, o arroubo juvenil de um rapaz de dezessete anos desencadeia um simulacro de julgamento em que a noção de justiça será confrontada com os imperativos da disciplina. No entanto, esse embate se dilui quando surge para o rapaz uma perspectiva inesperada de felicidade individual. Criando coincidências, entrelaçando abruptamente situações e sentimentos que uma compreensão realista manteria distantes, Kafka materializa, também aqui, um pouco daquela estranha lógica que nos faz observar o mundo com espanto.
Contemplação, o primeiro livro publicado por Kafka, foi lançado no final de 1912; possui textos que chegam a datar de 1903, quando o autor tinha vinte anos - e é surpreendente como o talento do grande mestre universal já está presente aqui. A novela O foguista - um trabalho de qualidade literária excepcional - foi publicado por Kafka em 1913, como peça autônoma, embora se tratasse do primeiro (e mais célebre) capítulo do romance O desaparecido, até hoje incorretamente denominado América.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

16 – Crying Freeman


16 – Kazuo Koike e Ryoichi Ikegami; Crying Freeman; Panini; 2008; Mangá 10 vol – Período de leitura: 20/10/09 – 30/10/09


Sinopse da editora:
"A história se inicia quando uma bela jovem chamada Emu O' Hara presencia o assassinato de um chefão da Yakuza. Através disso conhece o bonito e poderoso assassino Yo, por quem se sente atraída. Yo recebe ordens para matar Emu. Porém, algo inesperado acontece: assassino e vítima são tomados por uma irresistível atração, que se transforma em uma ardente paixão. Por essa paixão, os dois terão de enfrentar os mais diversos desafios, como a polícia e a máfia inimiga que os persegue."

terça-feira, 20 de outubro de 2009

15 – Melquisedeque e a tradição primordial


15 – Jean Tourniac; Melquisedeque; Madras; 2006; 300 páginas – Período de leitura: 29/09/09 – 20/10/09 


Sinopse da editora:
"Melquisedeque, que é sem pai, sem mãe, sem genealogia, que não teve princípio dos dias, nem fim de existência (Hb 7:3), é o testemunho de uma Tradição Primordial? Será que ele é também o equivalente de Cristo, uma vez que é feito semelhante ao Filho de Deus e permanece sacerdote perpetuamente? (Hb 7:3) Esse é o tema da pesquisa realizada pelo estudioso Jean Tourniac, com o apoio de uma complexa tese de doutorado e do conhecimento profundo de comentários religiosos e da descoberta de significados simbólicos. Em Melquisedeque ou a Tradição Primordial, o autor destaca como o Judaísmo e o Cristianismo tratam de um dos personagens mais importantes da História. Ambas as religiões visaram a se apropriar de Melquisedeque para exaltá-lo ou restringir sua importância funcional. A originalidade do método de Jean Tourniac consiste em elevar a um grau superior a cronologia do monoteísmo passando de Abraão a Melquisedeque, rei de Justiça e de Salém e sacerdote do Altíssimo. Essa visão, que transcende os antagonismos de 20 séculos de História, corresponde à expectativa do mundo contemporâneo e corrobora a demonstração da obra e de seu postulado: Melquisedeque = Tradição Primordial. Release: Graduado com distinção em uma conceituada faculdade, diplomado por universidade fora de seu país (França) e ex-aluno da Escola Prática de Altos Estudos e Ciências Religiosas (Sorbonne), Jean Tourniac especializou-se na exegese do simbolismo tradicional e da mística judaico-cristã; é também admirador e discípulo de René Guénon. Melquisedeque ou a Tradição Primordial pretende resgatar a figura fascinante e enigmática surgida da história bíblica, que confere a Abraão, pai dos três monoteísmos, a bênção do Deus Altíssimo. Este complexo trabalho foi elaborado após anos de pesquisa de um dos estudiosos mais prestigiados da atualidade. Achamos oportuno realizar esta publicação, levando em conta a época que atravessamos e a rapidez do desenrolar dos acontecimentos que a caracterizam. Alguns pensarão que tratar de uma tradição ante-secular ou de um personagem do Gênesis quase desconhecido é realmente desprezar o presente e a atualidade. Não cremos assim. De fato, as divergências das três religiões originadas de Abraão estão na ordem do dia de muitas discussões, encontros ou mesas-redondas, tanto teológicas como políticas. Leia esta obra esclarecedora e descubra o que a Tradição Primordial tem a ver com os dias de hoje. Melquisedeque, que é sem pai, sem mãe, sem genealogia, que não teve princípio dos dias, nem fim de existência (Hb 7:3), é o testemunho de uma Tradição Primordial? Será que ele é também o equivalente de Cristo, uma vez que é feito semelhante ao Filho de Deus e permanece sacerdote perpetuamente? (Hb 7:3) Esse é o tema da pesquisa realizada pelo autor, com o apoio de uma complexa tese de doutorado e do conhecimento profundo de comentários religiosos e da descoberta de significados simbólicos. Em Melquisedeque ou a Tradição Primordial, o autor destaca como o Judaísmo e o Cristianismo tratam de um dos personagens mais importantes da História. Ambas as religiões visaram a se apropriar de Melquisedeque para exaltá-lo ou restringir sua importância funcional. A originalidade do método de Jean Tourniac consiste em elevar a um grau superior a cronologia do monoteísmo passando de Abraão a Melquisedeque, rei de Justiça e de Salém e sacerdote do Altíssimo."

terça-feira, 29 de setembro de 2009

14 – O evangelho de João


14 – Jean-Yves Leloup; O evangelho de João; Vozes; 2006; 300 páginas – Período de leitura: 19/09/09 – 29/09/09 


Sinopse da editora:
"“En archè”: no início, no princípio, na origem, nos primórdios, no fundamento, na fonte, encabeçando...
Que palavra escolher para traduzir este arché?, este béréshit? – palavra primeira de toda a Gênesis? O que é o início?
Que semblante tínhamos antes do nosso nascimento?
De todas as questões que o homem se coloca, a questão da origem é a mais fundamental, pois ela o incita e o estimula a ir em direção à suas raízes, ela o obriga a determinar sua identidade: de que lugar você veio? Nunca devemos parar de nos questionar, do primeiro ao último alento, pois conhecer nossa origem é conhecer nosso fim, o porquê termos sido feitos.
No início, há um programa, um projeto, uma destinação, um destino, mas de que início estamos falando?
Falamos do início dos Tempos, de Outrora?
Antes de tudo, “no início”, é isto: o início do mundo, deste espaço-tempo. Muitos poderão então se perguntar: mas o que havia antes deste início, “pois do nada, nada pode sair”?
Com relação a esta questão, os rabinos, com muita habilidade, fazem notar que, no hebraico, antes da letra beth, inicial da palavra bereshit e primeira letra pela qual se inicia a Bíblia e o Prólogo, se eles tivessem sido escritos em hebraico, existe a letra aleph.
Aleph, primeira letra do alfabeto, símbolo de Deus na sua Unidade, na sua Asseidade; beth, a segunda, simbolizando a dualidade.
Desta maneira, chegamos à conclusão que bereshit, en archè, “no início”, é o nosso ingresso no mundo do dual, do temporal. É o início daquilo que um dia se acabará, do mundo composto que um dia se decomporá, o mundo da entropia ou ainda, voltando à palavra de São Paulo, “este mundo como vocês o vêem, este mundo que está desaparecendo...”
Antes do início, há o “aleph”, esta misteriosa liberdade “que é” e que faz com que haja algo além do nada...
O que existe no início? Será que poderíamos colocar esta questão de forma mais subjetiva, perguntando-nos, por exemplo, o que existe no início de nossos atos? na fonte de nossos pensamentos? de nossas emoções? de nossos sentimentos?
O que há no início de um amor, de um sonho? O que há na fonte de uma pulsão, de um grito, de uma angústia?
Nossa consciência é estimulada quando nos mantemos próximos da origem, reconduzindo-nos, assim, ao presente, pois talvez não devamos procurar o início no ontem, no antigamente, mas no aqui e agora. No próprio instante em que nos fazemos essa pergunta, o que nos coloca, nos aproxima do Ser? Quem, em nós, coloca essa questão?
Quando conseguimos ver e perceber todas as coisas na sua origem, no seu início, abrimo-nos a um sentimento de fraternidade que nos liga e nos une a tudo aquilo que vive: a árvore, a estrela, o pássaro nos são estranhos apenas quando os percebemos distantes da nossa origem em comum.
Ao bebermos na Fonte de tudo aquilo que vive e respira, ampliamos nosso coração e nosso sangue passa a ecoar em uníssono com todas as seivas do mundo. Manter-se próximo dos inícios, é manter-se infinitamente próximo daquilo que faz ser a unidade e a multiplicidade dos “seres que estão sendo”.
No início: O LOGOS."