terça-feira, 20 de outubro de 2009

15 – Melquisedeque e a tradição primordial


15 – Jean Tourniac; Melquisedeque; Madras; 2006; 300 páginas – Período de leitura: 29/09/09 – 20/10/09 


Sinopse da editora:
"Melquisedeque, que é sem pai, sem mãe, sem genealogia, que não teve princípio dos dias, nem fim de existência (Hb 7:3), é o testemunho de uma Tradição Primordial? Será que ele é também o equivalente de Cristo, uma vez que é feito semelhante ao Filho de Deus e permanece sacerdote perpetuamente? (Hb 7:3) Esse é o tema da pesquisa realizada pelo estudioso Jean Tourniac, com o apoio de uma complexa tese de doutorado e do conhecimento profundo de comentários religiosos e da descoberta de significados simbólicos. Em Melquisedeque ou a Tradição Primordial, o autor destaca como o Judaísmo e o Cristianismo tratam de um dos personagens mais importantes da História. Ambas as religiões visaram a se apropriar de Melquisedeque para exaltá-lo ou restringir sua importância funcional. A originalidade do método de Jean Tourniac consiste em elevar a um grau superior a cronologia do monoteísmo passando de Abraão a Melquisedeque, rei de Justiça e de Salém e sacerdote do Altíssimo. Essa visão, que transcende os antagonismos de 20 séculos de História, corresponde à expectativa do mundo contemporâneo e corrobora a demonstração da obra e de seu postulado: Melquisedeque = Tradição Primordial. Release: Graduado com distinção em uma conceituada faculdade, diplomado por universidade fora de seu país (França) e ex-aluno da Escola Prática de Altos Estudos e Ciências Religiosas (Sorbonne), Jean Tourniac especializou-se na exegese do simbolismo tradicional e da mística judaico-cristã; é também admirador e discípulo de René Guénon. Melquisedeque ou a Tradição Primordial pretende resgatar a figura fascinante e enigmática surgida da história bíblica, que confere a Abraão, pai dos três monoteísmos, a bênção do Deus Altíssimo. Este complexo trabalho foi elaborado após anos de pesquisa de um dos estudiosos mais prestigiados da atualidade. Achamos oportuno realizar esta publicação, levando em conta a época que atravessamos e a rapidez do desenrolar dos acontecimentos que a caracterizam. Alguns pensarão que tratar de uma tradição ante-secular ou de um personagem do Gênesis quase desconhecido é realmente desprezar o presente e a atualidade. Não cremos assim. De fato, as divergências das três religiões originadas de Abraão estão na ordem do dia de muitas discussões, encontros ou mesas-redondas, tanto teológicas como políticas. Leia esta obra esclarecedora e descubra o que a Tradição Primordial tem a ver com os dias de hoje. Melquisedeque, que é sem pai, sem mãe, sem genealogia, que não teve princípio dos dias, nem fim de existência (Hb 7:3), é o testemunho de uma Tradição Primordial? Será que ele é também o equivalente de Cristo, uma vez que é feito semelhante ao Filho de Deus e permanece sacerdote perpetuamente? (Hb 7:3) Esse é o tema da pesquisa realizada pelo autor, com o apoio de uma complexa tese de doutorado e do conhecimento profundo de comentários religiosos e da descoberta de significados simbólicos. Em Melquisedeque ou a Tradição Primordial, o autor destaca como o Judaísmo e o Cristianismo tratam de um dos personagens mais importantes da História. Ambas as religiões visaram a se apropriar de Melquisedeque para exaltá-lo ou restringir sua importância funcional. A originalidade do método de Jean Tourniac consiste em elevar a um grau superior a cronologia do monoteísmo passando de Abraão a Melquisedeque, rei de Justiça e de Salém e sacerdote do Altíssimo."

terça-feira, 29 de setembro de 2009

14 – O evangelho de João


14 – Jean-Yves Leloup; O evangelho de João; Vozes; 2006; 300 páginas – Período de leitura: 19/09/09 – 29/09/09 


Sinopse da editora:
"“En archè”: no início, no princípio, na origem, nos primórdios, no fundamento, na fonte, encabeçando...
Que palavra escolher para traduzir este arché?, este béréshit? – palavra primeira de toda a Gênesis? O que é o início?
Que semblante tínhamos antes do nosso nascimento?
De todas as questões que o homem se coloca, a questão da origem é a mais fundamental, pois ela o incita e o estimula a ir em direção à suas raízes, ela o obriga a determinar sua identidade: de que lugar você veio? Nunca devemos parar de nos questionar, do primeiro ao último alento, pois conhecer nossa origem é conhecer nosso fim, o porquê termos sido feitos.
No início, há um programa, um projeto, uma destinação, um destino, mas de que início estamos falando?
Falamos do início dos Tempos, de Outrora?
Antes de tudo, “no início”, é isto: o início do mundo, deste espaço-tempo. Muitos poderão então se perguntar: mas o que havia antes deste início, “pois do nada, nada pode sair”?
Com relação a esta questão, os rabinos, com muita habilidade, fazem notar que, no hebraico, antes da letra beth, inicial da palavra bereshit e primeira letra pela qual se inicia a Bíblia e o Prólogo, se eles tivessem sido escritos em hebraico, existe a letra aleph.
Aleph, primeira letra do alfabeto, símbolo de Deus na sua Unidade, na sua Asseidade; beth, a segunda, simbolizando a dualidade.
Desta maneira, chegamos à conclusão que bereshit, en archè, “no início”, é o nosso ingresso no mundo do dual, do temporal. É o início daquilo que um dia se acabará, do mundo composto que um dia se decomporá, o mundo da entropia ou ainda, voltando à palavra de São Paulo, “este mundo como vocês o vêem, este mundo que está desaparecendo...”
Antes do início, há o “aleph”, esta misteriosa liberdade “que é” e que faz com que haja algo além do nada...
O que existe no início? Será que poderíamos colocar esta questão de forma mais subjetiva, perguntando-nos, por exemplo, o que existe no início de nossos atos? na fonte de nossos pensamentos? de nossas emoções? de nossos sentimentos?
O que há no início de um amor, de um sonho? O que há na fonte de uma pulsão, de um grito, de uma angústia?
Nossa consciência é estimulada quando nos mantemos próximos da origem, reconduzindo-nos, assim, ao presente, pois talvez não devamos procurar o início no ontem, no antigamente, mas no aqui e agora. No próprio instante em que nos fazemos essa pergunta, o que nos coloca, nos aproxima do Ser? Quem, em nós, coloca essa questão?
Quando conseguimos ver e perceber todas as coisas na sua origem, no seu início, abrimo-nos a um sentimento de fraternidade que nos liga e nos une a tudo aquilo que vive: a árvore, a estrela, o pássaro nos são estranhos apenas quando os percebemos distantes da nossa origem em comum.
Ao bebermos na Fonte de tudo aquilo que vive e respira, ampliamos nosso coração e nosso sangue passa a ecoar em uníssono com todas as seivas do mundo. Manter-se próximo dos inícios, é manter-se infinitamente próximo daquilo que faz ser a unidade e a multiplicidade dos “seres que estão sendo”.
No início: O LOGOS."

sábado, 29 de agosto de 2009

13 – A menina que roubava livros


13 – Markus Suzak; A menina que roubava livros; Intrínseca; 2007; 480 páginas – Período de leitura: 29/08/09 – 09/09/09


Sinopse da editora:
"A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público."

sexta-feira, 17 de julho de 2009

12 – Os sertões


12 – Euclides da Cunha; Os sertões; Martin Claret; 2007; 639 páginas – Período de leitura: 17/07/09


Sinopse da editora: 
Neste livro, Euclides da Cunha registra a história do povoado do sertão brasileiro. Dividida em três parte: A Terra, o Homem e a Luta, a obra revela as características de um povo que elege como líder Antônio Conselheiro, um momar-quista e fanático religioso. O poder deste homem provoca ira nos republicanos, iniciando a partir daí numa covarde batalha. Tem como cenário a insurreição de Canudos (1897).

11 – Divina Comédia


11 – Dante Alighieri; Divina Comédia; Martin Claret; 2007; 534 páginas – Período de leitura: 18/06/09 – 17/07/09 


Sinopse da editora:
Em versos decassílabos, a Divina Comédia é dividida em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. O principal objetivo da obra é a edifi-cação moral do pecador em busca do caminho do perdão divino. Com seu companheiro Virgílio, o poeta atravessa os tortuosos caminhos do Inferno e Purgatório até atingir o Paraíso, onde encontra Beatriz, que representa a sabedoria cristã, a única que pode levá-lo a Deus. No Inferno o pecador é punido de acordo com seu próprio pecado, partindo de tormentos físicos, com cenas de horror e aflições. No Purgatório, as torturas são voltadas para os tormentos da própria consciência e, finalmente, no Paraíso, o perdão e a luz esperam por cada um de nós. 

quinta-feira, 18 de junho de 2009

10 – Amerika ou O desaparecido


10 – Franz Kafka; Amerika ou O desaparecido; Editora 34; 2004; 300 páginas – Período de leitura: 28/05/09 – 18/06/09


Sinopse da editora:
Publicado por Max Brod em 1927 com o título de Amerika, mas designado pelo próprio autor como O desaparecido, este é o primeiro romance de Franz kafka. Nele, o leitor acompanha as andanças do jovem Karl Rossmann pelo território norte-americano, desde seu desembarque em Nova York vindo da Alemanha até uma insólita viagem de trem rumo ao oeste para juntar-se a uma trupe de teatro.
Banido pelos pais, enganado pelos amigos, sujeito aos tratamentos mais abusivos, Rossmann espelha em sua trajetória a condição desnorteante do sujeito moderno, dotado de uma dimensão épica que lhe é, no entanto, continuamente negada. Assim, o protagonista se move em meio a um labirinto de situações que passam, num segundo, do factual ao fantasioso, do cômico ao grotesco, do sensual ao irônico, sem que possamos apreender, em última instância, em que consiste a realidade.
A tradução de Susana Kampff Lages toma por base a edição crítica alemã de 1983 e incorpora fragmentos que nunca constaram das edições anteriores do livro, de modo a proporcionar ao leitor um contato renovado com a poderosa singularidade que constitui a escrita de Kafka.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

09 - Crime e Castigo


09 - Fiódor Dostoiévski; Crime e Castigo; Martin Claret; 2002; 550 páginas – Período de leitura: 10/04/09 – 28/05/09 


Sinopse da editora:
"O Romance Crime e Castigo (1866) seria de expectativa para uma legião de leitores fascinados com o destino de Raskólnikov, estudante e homicida perseguido pela memória de seu crime. Raskólnikov, paupérrimo, resolve matar uma miserável e inútil usuária, para salvar a si próprio e a sua família, comete o crime, mas logo se vê obrigado a assassinar outra pessoa, inocente, e sai sem ter roubado nada, as dúvidas o devoram, seu duelo de conversas com o comissário de polícia destrói-lhe os nervos, e por fim, confessa o crime a uma prostituta que lhe mostra o caminho do arrependimento e do Evangelho. Dostoiévski identifica o problema central dos limites da liberdade da ação humana, mas também sugere as possibilidades de redenção pelo crime."