segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

07 - David Copperfield

07 - Charles Dickens; David Copperfield; Cosacnaify, 2015 (Original 1850); 1312 páginas – Período de leitura: 18/02/15 - //15 

Comentário: 


Sinopse da editora:
"Um dos pilares da literatura ocidental moderna, Charles Dickens é até hoje fonte de inspiração para muitos escritores. Seu gênio foi admirado por Tolstói, Marx, Joyce, Kafka, Henry James, Nabokov, Orwell, Cortázar, entre muitos outros. 
Semi-autobiográfico, David Copperfield foi publicado em forma de folhetim entre 1849 e 1850. O autor afirma, no prefácio ao livro, que, entre os inúmeros romances que publicou, este era seu “filho predileto”.
A edição inclui textos críticos de Jerome H. Buckley, Sandra Guardini Vasconcelos e Virginia Woolf. Tradução de José Rubens Siqueira.

"Dickens é o mago supremo. Se fosse possível, eu dedicaria os 50 minutos de todas as minhas aulas à admiração por Dickens." 
Vladimir Nabokov
 
"Dickens, Thackeray e as irmãs Brontë revelaram ao mundo mais verdades políticas e sociais do que todos os políticos, publicistas e moralistas reunidos." 
Karl Marx
 
"Sutileza e complexidade, está tudo lá. Com tamanha força nas mãos, Dickens fez seus livros se inflamarem." 
Virginia Woolf
 
"Dickens criou, especialmente neste David Copperfield, criaturas mais reais que o próprio homem que as inventou."
G. K. Chesterton 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

06 - Esperando Godot

06 - Samuel Beckett; Esperando Godot; Cosacnaify, 2015 (Original 1952); 192 páginas – Período de leitura: 12/02/15 - 18/02/15 

Comentário: 


Sinopse da editora:
"Obra-prima do dramaturgo, romancista e poeta irlandês Samuel Beckett (1906-1989), ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1969, o clássico ganha reedição com tradução do professor de teoria literária da Universidade de São Paulo Fábio de Souza Andrade. Escrita em francês, a peça estreou em 1953 e se tornou um divisor de águas no teatro do século XX. Na história, dois vagabundos aguardam infinitamente, num descampado, a vinda do senhor Godot, que nunca aparece.O apêndice informativo da edição inclui seção de fotos de montagens históricas da peça.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

05 - Homens Interessantes e outras histórias

05 - Nikolai Leskov; Homens Interessantes e outras histórias; Editora 34; 2012 (Original 1866 - 1885); 328 páginas – Período de leitura: 01/02/15 - 12/02/15 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Definido por Tolstói como "escritor do futuro", chamado de "mestre" por ninguém menos que Tchekhov, apontado por Walter Benjamin como exemplo de narrador e considerado por Górki o mais autêntico dos escritores russos, Nikolai leskov (1831-1895) e sua importante obra permaneceram, porém - talvez justamente por esta última característica -, menos conhecidos mundo afora do que seus pares.
As sete histórias reunidas nesta coletânea, em esmerada tradução de Noé Oliveira Policarpo Polli, abarcam as principais facetas da produção do autor: o motivo natalino ("A fera"), a figura do justo ("O papão") e os contos desenvolvidos a partir de acontecimentos de sua época ("A sentinela") - todas profundamente enraizadas no solo russo, em suas tradições, linguagens e figuras humanas. Arrematando o volume - a primeira reunião de contos de Leskov lançada no país, juntamente com A fraude e outras histórias -, o leitor encontrará um alentado ensaio de autoria do tradutor, que, para além do recorte biográfico e interpretativo, versa sobre as peculiaridades do estilo leskoviano e os desafios de sua tradução.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

04 - A Fraude e outras histórias

04 - Nikolai Leskov; A Fraude e outras histórias; Editora 34; 2012 (Original 1867 - 1890); 224 páginas – Período de leitura: 23/01/15 - 31/01/15 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Tal como Anton Tchekhov, seu admirador declarado, Nikolai Leskov (1831-1895) é considerado um dos maiores contistas russos de todos os tempos. Escritor de fama tardia, deixou uma obra vasta e diversificada que inclui, em meio a novelas como Lady Macbeth do distrito de Mtzensk (1865), grande quantidade de narrativas curtas. Mas enquanto o autor de "A dama do cachorrinho" foi um mestre na arte de retratar o trivial e o cotidiano, Leskov levou ao ápice aquilo que na Rússia denomina-se skaz: um relato com fortes marcas de oralidade e ares de conto popular, que explora a tênue fronteira entre a magia e a realidade.
Este volume, organizado e traduzido por Denise Sales, com ensaio de Elena Vássina, constitui - juntamente com homens interessantes e outras histórias - a primeira reunião de contos de Leskov lançada no Brasil, e traz um panorama da sua obra, com textos publicados entre 1867 e 1890 - todos citados no célebre ensaio "O narrador", de Walter Benjamin. Neles, coexistem em singular harmonia temas tão díspares como o adultério, o espiritismo, a corrupção, as tensões étnicas nos confins do império russo e o poder misterioso das pedras. Não por acaso, Benjamin afirma que poucos escritores tiveram, como Leskov, uma afinidade tão profunda com o espírito do conto de fadas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

03 - O Velho e o Mar

03 - Ernest Hemingway; O Velho e o Mar; Bertrand Brasil; 2012 (Original 1853); 124 páginas – Período de leitura: 21/01/15 - 23/01/15 

Comentário: 


Sinopse da editora:


"Dando início à renovação da identidade visual das obras de Ernest Hemingway, a Bertrand Brasil relança O velho e o mar, um dos principais livros de sua carreira. Título mais vendido do autor no Brasil, foi agraciado com o Prêmio Pulitzer, em 1954.

Depois de anos na profissão, havia 84 dias que o velho pescador Santiago não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salao, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas ele possui coragem, acredita em si mesmo, e parte sozinho para alto-mar, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho.
Esta é a história de um homem que convive com a solidão, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e a inabalável confiança na vida. Com um enredo tenso que prende o leitor na ponta da linha, Hemingway escreveu uma das mais belas obras da literatura contemporânea.
Uma história dotada de profunda mensagem de fé no homem e em sua capacidade de superar as limitações a que a vida o submete.
O famoso crítico literário Cyril Connoly afirmou: “Leia o livro O velho e o mar imediatamente. Após alguns dias, leia-o novamente e irá verificar que nenhuma página desta bela obra-prima poderia ter sido escrita melhor ou de forma diferente”.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

02 - Rúdin

02 - Ivan Turguêniev; Rúdin; Editora 34; 2012 (Original 1856); 208 páginas – Período de leitura: 15/01/15 - 20/01/15 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Dono de um estilo refinado, a que esta bela tradução de Fátima Bianchi faz plena justiça, Ivan Turguêniev (1818-1883) foi o primeiro autor russo a se consagrar no Ocidente e um dos maiores expoentes da literatura de seu país. Grandes escritores como Joseph Conrad e Henry James consideravam-no mesmo superior a Tolstói e Dostoiévski.
Publicado em 1856, Rúdin, seu romance de estreia, foi prontamente aclamado pela crítica. Primeiro de uma sequência de romances de temática semelhante, como Ninho de fidalgos (1859) e a obra-prima Pais e filhos (1862), Turguêniev retrata aqui o "homem supérfluo", motivo central da literatura russa de então, lançando um olhar simultaneamente terno e irônico sobre a juventude de sua própria geração, que, inspirada pelos ideais democráticos que chegavam da Europa, foi tolhida pelo conservadorismo da Rússia de Nicolau I.

Embora seja o retrato de um tipo específico da Rússia do século XIX, a figura de Rúdin lembra tantos outros que, como ele, sofrem por nutrir sonhos que não conseguem transformar em realidade. Críticos já associaram o herói de Turguêniev ao atormentado Hamlet. Mas poderíamos também conceber como suas as palavras de Fernando Pessoa: "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo".



Sobre o autor:



"Ivan Turguêniev nasceu em 1818, em Oriol, na Rússia. De família aristocrática, viveu até os nove anos na propriedade dos pais, Spásskoie, e em seguida estudou em Moscou e São Petersburgo. Em 1838, mudou-se para Berlim, onde frequentou cursos de filosofia, letras clássicas e história. Em 1843, conheceu o grande crítico literário Bielínski. Influenciado por suas ideias, Turguêniev começou então a publicar contos inspirados pela estética da Escola Natural, depois reunidos emMemórias de um caçador (1852), coletânea que obteve enorme sucesso na Rússia e na Europa. Na época, conheceu a cantora de ópera Pauline Viardot, casada com o diretor de teatro Louis Viardot; mais tarde, mudou-se para a casa dos Viardot em Paris. Durante sua permanência na França, tornou-se amigo de escritores como Flaubert e Zola. Nos anos 1850 escreveu diversas obras em prosa, entre elas Ássia (1858) e Ninho de fidalgos (1859). Lançou seu primeiro romance,Rúdin, em 1856. Em 1860 escreveu a novela Primeiro amor e, dois anos depois, publicou Pais e filhos (1862), romance considerado hoje um dos clássicos da literatura mundial. Abalado pela polêmica que a obra suscitou na Rússia - acusada de incitar o niilismo -, o autor se estabeleceu definitivamente na França. Consagrado como um dos maiores escritores russos, ao lado de Dostoiévski e Tolstói, e autor de vasta obra que inclui teatro, poesia, contos e romances, Ivan Turguêniev faleceu na cidade de Bougival, próxima a Paris, em 1883".


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

01 - Meu Companheiro de Estrada e outros contos

01 - Maksim Górki; Meu Companheiro de Estrada e outros contos; Editora 34; 2014 (Orinal 1894-1923); 400 páginas – Período de leitura: 01/01/15 - 15/01/15 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Considerado um dos grandes escritores russos, autor de contos, romances, artigos de jornal, peças de teatro e memórias, Maksim Górki (1868-1936) foi uma figura singular no meio intelectual de sua época. Oriundo de uma família sem recursos, desde cedo teve que procurar seu próprio sustento, perambulando por diversas paragens da vasta Rússia à procura de trabalho, sempre à beira da marginalidade. Essa experiência lhe deu uma perspectiva diferente, original, ao criar suas histórias. Pela primeira vez, o povo russo era retratado por um dos seus, e de forma sensível, verídica, com todas as suas contradições. 
Ao publicar suas primeiras narrativas nos anos 1890, o talento de Górki foi imediatamente reconhecido, conquistando a admiração de nomes como Tolstói e Tchekhov. No início do século XX, já escritor famoso, empenhou-se de corpo e alma na causa da revolução, sendo preso e exilado pelo regime tsarista. Após 1917, usou diversas vezes seu prestígio para defender a liberdade de expressão no regime soviético.
A presente coletânea de contos, organizada e traduzida por Boris Schnaiderman, busca oferecer ao leitor uma amostra da riqueza e complexidade da obra de Górki - autor que, como nenhum outro, simbolizou as radicais transformações ocorridas em seu país."

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

21 - As Aventuras de Huckleberry Finn

21 - Mark Twain; As Aventuras de Huckleberry Finn; Martin Claret; 2013 (Orinal 1884); 362 páginas – Período de leitura: 01/12/14 - 30/12/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Toda a literatura americana moderna se origina de um livro escrito por Mark Twain, chamado Huckleberry Finn (...). Não havia nada antes. Não houve nada tão bom desde então" (Ernest Hemingway)

"Lançado em 1885 como sequência de As aventuras de Tom Sawyer (1876), a história de Huck Finn, no entanto, ganhou autonomia: é unanimemente considerada a obra-prima de Mark Twain e mudou para sempre o imaginário dos Estados Unidos.
Para se livrar do pai bêbado e violento, Huckleberry Finn se refugia em uma pequena ilha do rio Mississippi, onde se alia com Jim, um escravo fugido. Em busca de liberdade, a inusitada dupla se lança numa viagem pelo leito do rio, às margens da sociedade pré-Guerra Civil.
Marco fundador da narrativa estado-unidense, o romance registrou a fala comum da gente simples e inaugurou a tradição – central das artes americanas – do anti-herói jovem e espirituoso que, graças à condição de desajustado, goza de uma visão privilegiada do mundo. Muitas vezes alvo de polêmicas, Huck Finn não cessa de suscitar reflexões sobre o absurdo da humanidade."

terça-feira, 11 de novembro de 2014

20 - Por Quem os Sinos Dobram

20 - Ernest Hemingway; Por Quem os Sinos Dobram; Bertrand; 2014 (Orinal 1940); 672 páginas – Período de leitura: 10/11/14 - 01/12/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Esta comovente história, cujo pano de fundo é a Guerra Civil Espanhola, narra três dias na vida de um americano que se ligara à causa da legalidade na Espanha. O autor conseguiu que seus leitores sentissem que o ocorrido no país ibérico, em 1937, era apenas um aspecto da crise do mundo moderno. A trama gira em torno de Robert Jordan, americano integrante das Brigadas Internacionais, que luta ao lado do governo democrático e republicano, recebendo a missão de dinamitar uma ponte. Com ele está um grupo de guerrilheiros/ciganos, integrado por Pilar, mulher com extraordinária força de vontade, o perigoso Pablo e a bela Maria. A relação entre Robert e Maria acabou por se tornar uma das mais inesquecíveis histórias de amor da literatura moderna. A obra foi eternizada no cinema, dirigida por Sam Wood, com Gary Cooper e Ingrid Bergman nos papéis principais. "Hemingway produziu um livro que ocupa lugar à parte na literatura moderna.” (Ênio Silveira)"

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

19 - O Morro dos Ventos Uivantes

19 - Emily Brontë; O Morro dos Ventos Uivantes; Martin Claret; 2004 (Orinal 1847); 406 páginas – Período de leitura: 20/10/14 - 10/11/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Obra-prima da literatura mundial, a conturbada história de amor entre Heathcliff e Catherine continua a agradar os leitores de todas as épocas. A narrativa, com características góticas e realistas, transporta o leitor ao inóspito condado de Yorkshire, para dentro da misteriosa mansão que dá nome ao livro. Ali, personagens são delineadas e tragédias marcam uma geração. Emily Brontë criou um romance intenso, impossível não se envolver."

sábado, 20 de setembro de 2014

18 - A Dama do Cachorrinho

18 - Anton Tchekhov; A Dama do Cachorrinho; Editora 34; 2011 (Original 1883-1899); 368 páginas – Período de leitura: 20/09/14 - 20/10/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:


"Os contos breves, precisos e tocantes de Anton Pavlovitch Tchekhov (1860-1904) revolucionaram a maneira de escrever narrativas curtas, tornaram-se mundialmente conhecidos e influenciaram os principais escritores que se dedicaram ao gênero depois dele. Grande parte da originalidade de Tchekhov reside no papel fundamental que desempenham, em suas histórias, a sugestão e o silêncio, a ponto de, muitas vezes, o mais importante ser justamente o que não é dito.
     Esta é uma coletânea de trinta e seis de seus melhores contos, selecionados e traduzidos diretamente do russo por Boris Schnaiderman, que assina também o posfácio e as notas à edição. De "Nos banhos" (1883) a "A dama do cachorrinho" (1899), que dá título ao livro e encerra o volume, o leitor poderá acompanhar o desenvolvimento da arte deste escritor que sempre colocou o homem como centro de suas preocupações, e que via na literatura um instrumento para sua emancipação."

sábado, 2 de agosto de 2014

17 - Memórias de um Caçador

17 - Ivan Turguêniev; Memórias de um Caçador; Editora 34; 2013 (Original 1852); 488 páginas – Período de leitura: 02/08/14 - 20/09/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:


"Nascido e criado no meio aristocrático rural, Ivan Turguêniev (1818-1883) passou a maior parte de sua vida no exterior, onde travou contato com alguns dos grandes nomes da literatura e da cultura europeia. Mas esse distanciamento não o impediu de criar um dos mais tocantes e profundos retratos da antiga Rússia, as Memórias de um caçador
Nestas páginas, povoadas por camponeses iletrados e proprietários de dureza implacável, a exuberância da natureza é sempre contraposta à injustiça da servidão, denunciada de maneira sutil, porém contundente. Não à toa, quando publicados pela primeira vez num só volume em 1852, os 25 contos aqui reunidos renderam a seu autor fama imediata nos círculos liberais e, por conseguinte, a fúria do regime tsarista, que o condenou a prisão domiciliar. No entanto, com o passar dos anos, o livro acabaria por se tornar uma peça fundamental no processo de emancipação dos servos.
No Ocidente, a reputação de Turguêniev também cresceu, graças, sobretudo, a seus romances - entre eles Rúdin (1856) e Pais e filhos (1862). Na Rússia, seu legado como contista é igualmente importante: a delicadeza de suas narrativas curtas ressoa em algumas das melhores páginas de Búnin, Kuprin ou Tchekhov. Até mesmo Tolstói, em seu diário de juventude, confessa: "li as Memórias de um caçador de Turguêniev, e como é difícil escrever depois dele"."

quarta-feira, 2 de julho de 2014

16 - A Dama das Espadas

16 - Aleksandr Púchkin; A Dama das Espadas; Editora 34; 1999 (Original 1827); 264 páginas – Período de leitura: 02/07/14 - 01/08/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:


"A importância do autor de A dama de espadas pode ser constatada nesta frase do prêmio Nobel de literatura Joseph Brodsky: "Púchkin deu à Rússia sua língua literária e, com isso, sua sensibilidade". De fato, a grandeza do poeta é somente comparável à de um Dante, um Camões, um Shakespeare, isto é, aos pais fundadores das literaturas de seus países. A linhagem de escritores a que deu origem também corrobora sua força: Gógol, Dostoiévski, Tolstói, Turguêniev, Tchekhov, Maiakóvski. Este volume - agora relançado em edição revista - é formado por três novelas e quatro contos, além de dezesseis poemas de Púchkin. Traduzidos do original por Boris Schnaiderman (no caso dos poemas, em parceria com Nelson Ascher), os textos aqui reunidos constituem, para o leitor brasileiro, uma excelente introdução à prosa e à poesia do gênio russo. aleksandr Sierguéievitch Púchkin nasceu em Moscou, em 1799. Sua obra, que abarca diversos gêneros literários, foi decisiva para a consolidação da língua literária russa e sua influência se faz notar em todos os escritores russos de sua geração e das posteriores. O romance em versos Ievguêni Oniéguin é considerado sua obra-prima. Púchkin morreu em 1837, vítima de um duelo."

sexta-feira, 6 de junho de 2014

15 - O Capote e outras Histórias

15 - Nikolai Gógol; O Capote e outras Histórias; Editora 34; 2010; 224 páginas – Período de leitura: 02/06/14 - 01/07/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Todos nós saímos do Capote de Gógol" - a famosa frase de Dostoiévski alude ao papel fundamental desempenhado pela obra de Nikolai Vassílievitch Gógol (1809-1852) no desenvolvimento da literatura russa a partir do século XIX. Humorista, dramaturgo, prosador e polemista, seria sobretudo graças a suas narrativas breves que o autor de Almas mortas e O inspetor geral atrairia a atenção da crítica e influenciaria para sempre os rumos da prosa russa e universal.

Organizado e traduzido diretamente do russo por Paulo Bezerra, que também assina o posfácio, este volume apresenta ao leitor um panorama geral da obragogoliana, ao trazer, ao lado de algumas de suas histórias mais conhecidas ("O capote", "O nariz" e "Diário de um louco"), duas narrativas "folclóricas", do ciclo ucraniano ("Viy" e "Noite de Natal"). Se nas primeiras o cenário é São Petersburgo e os pequenos funcionários da burocracia czarista e, nas segundas, o universo rural com suas lendas e personagens míticos, em todas prevalece o humor, o tom fantástico e a genialidade narrativa de Gógol, nesta sequência de verdadeiras obras-primas."

segunda-feira, 26 de maio de 2014

14 - A Metamorfose - Adaptação

14 - Franz Kafka; A Metamorfose - Adaptação; LP&M; 2014; 208 páginas – Período de leitura: 26/05/14 - 01/06/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Tradução de Drik Sada

Adaptação e ilustrações: Equipe East Press

O mais famoso texto de Kafka adaptado para o formato mangá.

Ao amanhecer um dia transformado em um inseto gigante, Gregor Samsa viu sua vida e a de sua família se tornar um pesadelo absurdo e interminável. Escrita em 1912, A metamorfose é a história mais conhecida e estudada de Franz Kafka (1883-1924), uma preciosa porta de entrada para a obra de um dos autores mais peculiares do século XX, que retratou como ninguém a perplexidade do ser humano diante de um mundo cada vez mais injusto e sem sentido

Esta coleção traz para o leitor brasileiro os textos de grandes clássicos da literatura universal adaptados para a linguagem ágil e dinâmica das histórias em quadrinhos japonesas. Ideal para um primeiro contato com grandes obras, para os amantes dos mangás e para os adoradores de clássicos."

12 - 1Q84 - Volume III

12 - Hakuri Murakami; 1Q84 - Volume III; Alfaguara; 2012; 430 páginas – Período de leitura: 26/05/14 - 26/06/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:

"Volume final da trilogia 1Q84

“O mundo ficcional de Murakami é extraordinário.” – Sunday Times

"Em um ano próximo a 1984, dois personagens repletos de segredos e envolvidos em tramas obscuras tentam sair de uma realidade implacável: o mundo de 1Q84. No último volume da trilogia Haruki Murakami, os protagonistas Tengo e Aomame continuam presos ao mundo paralelo de 1Q84, “onde coisas estranhas podem acontecer”. Eles precisam escapar não só dessa terrível realidade alternativa, em que duas luas pairam no céu, mas também da ameaça do chamado Povo Pequenino e de um sinistro grupo religioso em busca de um acerto de contas. E terão em seu encalço um implacável detetive, que se aproxima cada vez mais do esconderijo de Aomame, enquanto desvenda a real conexão entre ela e Tengo. 

Conforme 1Q84 caminha para uma resolução, acompanhamos o incerto destino se fechar ao redor deles. Aomame e Tengo não sabem se finalmente irão se encontrar, ou se serão encontrados antes.

Com milhões de exemplares vendidos no mundo e uma legião de fãs,1Q84 é um romance cosmopolita. Entre as referências, Murakami rememora George Orwell, a música ocidental e elementos da cultura pop. Ao costurar trechos de suspense, violência e distopia com momentos de nostalgia, amor e união, o escritor japonês alcança na trilogia o ápice de sua criatividade literária."

sábado, 26 de abril de 2014

11 - 1Q84 - Livro II

11 - Hakuri Murakami; 1Q84 - Volume II; Alfaguara; 2012; 430 páginas – Período de leitura: 26/04/14 - 26/05/14 

Comentário: 


Sinopse da editora:
"Uma precisa máquina narrativa de amor, mistério e morte.” — Bravo!
“1Q84 faz por merecer este que é um dos mais convencionais adjetivos empregados em resenhas: envolvente. Haruki Murakami tem esse poder de, com vinte ou trinta páginas, submergir o leitor em uma realidade outra, aparentada da realidade comezinha do dia a dia, porém mais intensa e estranha.” — Veja


No primeiro volume do best seller 1Q84, mistérios rondam duas pessoas no Japão de 1984. A charmosa assassina Aomame e o aspirante a escritor Tengo vão aos poucos se dando conta de que entraram em um mundo paralelo, cada um à própria maneira, e o perigo em torno de ambos parece somente crescer. Agora, no segundo volume da trilogia, Haruki Murakami conduz o leitor a uma história na qual o realismo mágico do mais célebre autor contemporâneo do Japão se revela ainda mais surpreendente.
1Q84 é um mundo real, onde nem tudo é o que aparenta. Duas luas agora pairam no céu: uma grande, cinzenta, e outra menor, irregular, de tom levemente esverdeado. Há também o chamado Povo Pequenino, com estranhas criaturas que Tengo busca entender enquanto reescreve um romance de uma enigmática adolescente, conhecida como Fukaeri. Nesse mundo, o destino dos protagonistas está intimamente interligado, ainda que a narrativa se apresente em capítulos que alternam entre ambos.
Cada um, à sua maneira, está fazendo algo perigoso, que pode colocar sua vida – e a de outras pessoas – em risco. Tengo está sendo seguido de perto por Ushikawa, um investigador contratado a serviço de Sakigake, a comuna religiosa à qual Fukaeri está ligada. Crisálida no ar, o romance escrito pela jovem, parece se tornar cada vez mais real à medida que seus acontecimentos vão se entrelaçando com a vida de Tengo. Por sua vez, Aomame tem como nova missão matar o líder de Sakigake.
Vigiados e em constante perigo, os protagonistas sabem que a seita e o Povo Pequenino são implacáveis. Aparentemente, não há como fugir da realidade de 1Q84 e nem é possível que ambos sejam salvos; entre Tengo e Aomame, apenas um será o escolhido. Cada vez mais imersos neste mundo paralelo, eles se dão conta de que somente conseguirão se salvar quando puderem encontrar um ao outro. 
Com mais de 4 milhões de exemplares vendidos somente no Japão,1Q84 não foge das referências ao clássico de George Orwell. No segundo volume, a vigilância por parte de grupos poderosos e o temor dos protagonistas diante de um Grande Irmão, entre outros temas, são referências constantes. Com seu típico estilo, Murakami insere diversas referências ocidentais em meio a um Japão cosmopolita para ambientar o enredo.
Ao costurar trechos de suspense, violência e distopia com momentos de nostalgia, amor e união, Murakami alcança em 1Q84 o ápice de sua obra e criatividade.

quinta-feira, 27 de março de 2014

10 - Guerra e Paz - Vol I

10 - Leon Tolstói; Guerra e Paz.; LP&M; 2007 (165-1869); 400 páginas Período de leitura: 26/03/2014 - 26/04/2014 

Comentário: 


Sinopse da editora: 

            “Publicado entre 1865 e 1869, Guerra e Paz é mundialmente aclamado como um dos maiores romances jamais escritos. Trata de um imenso e detalhado painel da sociedade russa durante o tumultuado período das guerras napoleônicas, de 1805 (ano da vitória de Napoleão na batalha de Austerlitz) a 1812 (quando ocorrerram a célebre retirada dos franceses durante o inverno e o incêndio de Moscou). Como fio condutor, temos a vida, as misérias e os amores de duas grandes famílias aristocratas. Uma multidão de personagens retrata as diversas camadas do mundo russo, dos camponeses ao tsar, e os protagonistas parecem ter vida própria, tão admirável é a capacidade de Tolstói (1828-1910) de representar pessoas psicologicamente complexas e profundas. Por sua ambição e pelas técnicas utilizadas, Guerra e Paz desafiou os parâmetros literários e a própria literatura do seu tempo.

Se em seu magnífico romance o autor mostrou o sacrifício, o patriotismo e a grandeza do povo russo, também construiu um momumento à paz. A obra-prima de Tolstói brilha como um livro maior entre milhões de livros, deslumbra como só uma verdadeira obra de arte é capaz de deslumbrar e emociona como só as grandes histórias, contadas pelos grandes narradores, conseguem emocionar."

quinta-feira, 13 de março de 2014

09 - A fidelidade conjugal seguido de O diabo

09 - Leon Tolstói; A fidelidade conjugal seguido de O diabo; LP&M; 2012 (orig. 1859); 182 páginas - Período de leitura: 10/03/2014 - 26/03/2014

Comentário: 


Sinopse da editora: 
"Poucos escritores penetraram tão fundo na alma dos seus personagens quanto Leon Tolstói (1828-1910), dono de uma técnica narrativa certeira e cristalina. É o que pode ser visto neste livro, que reúne duas primorosas amostras da sua vasta obra. Publicada em 1859, A felicidade conjugal é a primeira obra do futuro autor de Guerra e paz. Já o conto O diabo foi escrito em 1898 e publicado postumamente, em 1916. De origem autobiográfica, ambos os textos tratam das mesmas questões, caras a Tolstói: o papel do casamento, do sexo e das relações amorosas, bem como a responsabilidade moral dos indivíduos.

Em A felicidade conjugal, o autor demonstra sua habilidade de narrar a partir do ponto de vista de um personagem feminino – habilidade que seria levada às últimas conseqüências em Anna Karênina – para retratar a meninice despreocupada da princesinha Macha, sua aproximação e o posterior relacionamento com Serguêi Mikháilovitch. Em O diabo, Evguêni, um bacharel em Direito, se envolve com uma bela camponesa da região, num caso que teria tudo para ser esquecido e relegado às loucuras de juventude. Mas Evguêni é jovem, e não percebe que está criando armadilhas para si mesmo."

quarta-feira, 5 de março de 2014

08 - O ladrão honesto e outros contos

08 - Dostoiévski; O ladrão honesto e outros contos; Hedra; 2013 (1846-1849); 161 páginas - Período de leitura: 01/03/2014 - 10/03/2014

Comentário:



Sinopse da editora: 
"Dostoiévski é possivelmente o nome mais emblemático da literatura russa. Conhecido por seus grandes romances, o autor viveu sua primeira glória literária ainda na juventude, época que precedeu sua prisão, em 1849. Neste período, também escreveu prosas breves com procedimentos próximos aos da poesia—ele próprio chegou a usar a palavra “poema” para se referir a algumas de suas obras —, a exemplo dos contos Uma árvore de natal e um casamento, O ladrão honesto, O pequeno herói e Um coração fraco, textos que compõem este livro.

Em O LADRÃO HONESTO E OUTROS CONTOS já é possível identificar, ainda que em estado bruto, alguns traços marcantes da fase madura de Dostoiévski, como o humor e os diálogos ágeis. A aproximação de procedimentos poéticos se tornaria menos evidente nas obras futuras do autor, enquanto que as questões sobre moralidade, já presentes, se tornariam suas obsessões particulares. Fazem parte da temática desta primeira fase a crítica às disputas de poder veladas da sociedade petersburguesa, a questão de responsabilidade individual em meio a condições de vida degradantes, a ambiguidade de tom, fruto do choque entre condições de opressão e a censura à fraqueza moral, e a incapacidade de lidar com a própria felicidade. As experiências que o autor constrói com estes pequenos textos não se restringem às qualidades das tramas e personagens, mas também se revelam na percepção da realidade, aspecto que influiria definitivamente no curso da arte literária e que anteciparia algumas das maiores obras-primas da literatura universal.

FIÓDOR MIKHÁILOVITCH DOSTOIÉVSKI (Moscou, 1821– São Petersburgo, 1881) desde cedo demonstra interesse pelos livros e alcança grande sucesso já em seu romance de estreia, Gente pobre, de 1844. Imediatamente aclamado por Vissarion Bielínski, maior crítico da época, Dostoiévski passa a participar dos círculos literários de Moscou. Em 1849, foi preso e condenado à morte por sua participação no Círculo de Petrashevsky, espécie de sociedade secreta de aspirações utópicas e liberais, onde também se discutia literatura. Sua pena foi comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Ao retornar do exílio, foi aos poucos reconstruindo sua reputação de grande escritor, consolidada com a publicação dos romances Crime e Castigo, O idiota eOs irmãos Karamázov.

CECÍLIA ROSAS é tradutora e mestre em Literatura e Cultura Russa pela Universidade de São Paulo. De Púchkin, traduziu a “Viagem a Arzum”, para aNova antologia do conto russo (Editora 34, 2011), O conto maravilhoso do tsar Saltan (Cosac Naify, 2013) eNoites egípcias e outros contos (Hedra, 2010).